Jean-Léon Gérôme, “The Harem on the Terrace” (c. 1870–1880)

A filosofia existencial inaugura esse deslocamento ao afirmar que a existência antecede qualquer definição fixa. Søren Kierkegaard já indicava que a verdade não se apresenta como universal e abstrata, mas como experiência vivida, ao sustentar que “a verdade é a verdade para um indivíduo”. Essa concepção inaugura uma ética da escuta que valoriza a singularidade e a responsabilidade subjetiva diante da própria existência.

A fenomenologia aprofunda esse olhar ao sustentar que a experiência deve ser acolhida tal como se manifesta. Maurice Merleau-Ponty afirma que “não estamos no mundo como num objeto, mas somos do mundo”, destacando que corpo, percepção e mundo constituem uma unidade inseparável. Na prática clínica, isso implica reconhecer que sofrimento, desejo e identidade não se separam do contexto vivido.

A primeira sessão é um espaço sem compromisso para perceber se faz sentido continuarmos juntos.

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